"O Pequeno Príncipe" de Antoine de Saint-Exupéry, narrando a história de um piloto que encontra um misterioso menino no deserto. A narrativa explora os encontros do Pequeno Príncipe com diversos personagens em diferentes planetas, revelando críticas às prioridades e à falta de imaginação dos adultos. O príncipe compartilha suas percepções sobre o amor, a amizade e a responsabilidade, especialmente em relação à sua flor e a uma raposa que o ensina sobre "cativar". A despedida do príncipe, que "retorna" ao seu planeta através de uma picada de cobra, deixa o piloto com a esperança de um reencontro e a reflexão sobre o que é verdadeiramente essencial na vida.
Dedicatória
• Ponto Central: Uma dedicatória incomum que celebra a amizade e a criança interior, criticando a percepção limitada dos adultos.
• Resumo Narrativo: O autor pede perdão às crianças por dedicar o livro a um adulto, Léon Werth, seu melhor amigo, que está passando por dificuldades e compreende todas as coisas, inclusive livros infantis. Em uma correção, ele dedica o livro à criança que Léon Werth já foi, reconhecendo que todos os adultos um dia foram crianças, mas poucos se lembram disso. Esta introdução já estabelece um dos temas centrais da obra: a diferença entre a visão infantil e a adulta do mundo.
• Citação Relevante: "Todas as pessoas grandes foram um dia crianças (mas poucas se lembram disso)."
Capítulo I
• Ponto Central: A incompreensão dos adultos em relação à imaginação infantil e o abandono de um sonho.
• Resumo Narrativo: Aos seis anos, o narrador vê uma gravura de uma jiboia engolindo uma fera e, inspirado, faz seu primeiro desenho: uma jiboia digerindo um elefante. Ao mostrá-lo aos adultos, eles perguntam por que deveriam ter medo de um chapéu. Frustrado pela falta de compreensão, ele desenha o interior da jiboia, mas os adultos o aconselham a deixar de lado os desenhos e se dedicar a matérias "sérias". Esse insucesso o leva a abandonar sua "esplêndida carreira de pintor" aos seis anos e a se tornar piloto de aviões, lamentando que "As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas".
• Citação Relevante: "As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar toda hora explicando."
Capítulo II
• Ponto Central: O encontro inesperado do aviador com o Pequeno Príncipe no deserto e o primeiro pedido peculiar.
• Resumo Narrativo: Anos depois, o narrador vive isolado, sem amigos que o compreendam. Cerca de seis anos antes, ele sofre uma pane no deserto do Saara, precisando consertar seu avião sozinho com pouca água. Na primeira manhã, uma "vozinha estranha" o acorda com um pedido inusitado: "Por favor... desenha-me um carneiro". Surpreso, o narrador, que só sabia desenhar jiboias abertas e fechadas, tenta atender ao pedido. Após várias tentativas frustradas (jibóia, carneiro doente, bode, carneiro velho), ele desenha uma caixa, afirmando que o carneiro está dentro. Para sua surpresa, o pequeno juiz se ilumina, satisfeito com o carneirinho invisível. É assim que o aviador conhece o Pequeno Príncipe.
• Citação Relevante: "Por favor... desenha-me um carneiro".
Capítulo III
• Ponto Central: A revelação da origem extraterrestre do Pequeno Príncipe e a inocência em sua percepção do mundo.
• Resumo Narrativo: O aviador leva tempo para compreender a origem do Pequeno Príncipe, que faz inúmeras perguntas sem escutar as suas. Ao ver o avião do narrador, o Príncipe pergunta: "Que coisa é aquela?". Ao saber que o aviador "caiu do céu", ele exclama com riso: "Como? Tu caíste do céu? ... De que planeta és tu?", revelando sua própria procedência de "outro Planeta". Ele se preocupa com o espaço que o carneiro ocupará, e a oferta de uma corda para amarrá-lo o choca, pois em seu minúsculo planeta, "Quando a gente anda sempre para frente, não pode mesmo ir longe...".
• Citação Relevante: "Então, tu também vens do céu! De que planeta és tu?"
Capítulo IV
• Ponto Central: A crítica do narrador à fixação dos adultos por números e formalidades, contrastando com a percepção do essencial.
• Resumo Narrativo: O narrador descobre que o planeta natal do Pequeno Príncipe, o asteroide B 612, é "pouco maior que uma casa". Ele usa o exemplo de um astrônomo turco que só foi levado a sério após mudar suas roupas para apresentar sua descoberta, para criticar a maneira como "As pessoas grandes adoram os números" e o que é superficial. Ele lamenta ter que usar números para que os adultos compreendam a existência do Príncipe. Ele expressa o desejo de começar a história como um conto de fadas e a tristeza de esquecer um amigo, motivo pelo qual decide tentar desenhar o Príncipe, apesar de seu insucesso na infância.
• Citação Relevante: "As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial."
Capítulo V
• Ponto Central: O "drama dos baobás" como metáfora para a importância da disciplina e de combater os problemas em seu início.
• Resumo Narrativo: O Pequeno Príncipe questiona se os carneiros comem arbustos, e se comem baobás, levando o narrador a explicar que baobás são árvores imensas. O Príncipe revela que em seu planeta, as sementes de baobá são um grande perigo. Se não forem arrancadas quando pequenas e confundidas com roseiras, elas podem infestar o planeta e fazê-lo rachar. Ele descreve isso como uma "questão de disciplina", comparando a tarefa diária de arrancar os baobás à "toalete da manhã". O narrador, compreendendo a urgência do perigo, decide fazer um desenho para alertar as crianças sobre os "baobás!".
• Citação Relevante: "É uma questão de disciplina... Quando a gente acaba a toalete da manhã, começa a fazer com cuidado a toalete do planeta."
Capítulo VI
• Ponto Central: A melancolia do Pequeno Príncipe e seu profundo apreço pelos pores do sol.
• Resumo Narrativo: O narrador começa a entender a vida melancólica do Pequeno Príncipe, que tinha como principal distração a beleza do pôr do sol. Em seu pequeno planeta, bastava "recuar um pouco a cadeira" para contemplar o crepúsculo. O Príncipe confessa ter visto o sol se pôr "quarenta e três vezes" em um único dia e revela que "Quando a gente está triste demais, gosta do pôr-do-sol...".
• Citação Relevante: "Quando a gente está triste demais, gosta do pôr-do-sol..."
Capítulo VII
• Ponto Central: A discussão sobre a utilidade dos espinhos das flores e a profunda tristeza do Pequeno Príncipe pela sua flor.
• Resumo Narrativo: O Pequeno Príncipe pergunta se os carneiros comem flores com espinhos e qual a utilidade desses espinhos. O narrador, preocupado com o conserto de seu avião, responde que espinhos "não servem para nada. São pura maldade das flores". O Príncipe reage com raiva e tristeza, defendendo a fragilidade e a ingenuidade das flores. Ele questiona a seriedade de se preocupar com números enquanto se ignora a "guerra dos carneiros e das flores" e o perigo que sua "flor única no mundo" corre. Sua angústia o leva a chorar, e o narrador, percebendo a profundidade de sua dor, o consola, lamentando que "É tão misterioso, o país das lágrimas!".
• Citação Relevante: "Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem! E isto não tem importância!"
Capítulo VIII
• Ponto Central: A aparição da flor do Pequeno Príncipe e sua vaidade complexa.
• Resumo Narrativo: O narrador descreve a flor única do Pequeno Príncipe, que brotou de uma semente misteriosa e levou dias para preparar sua beleza e escolher suas cores. Vaidosa, ela boceja e se desculpa ao surgir, elogiando sua própria beleza. Ela aflige o Príncipe com suas exigências mórbidas, como inventar tigres para justificar seus espinhos e reclamar de correntes de ar, pedindo uma redoma. Suas mentiras e orgulho fazem o Príncipe duvidar de seu amor, e ele confessa que era "jovem demais para saber amar" e deveria tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras.
• Citação Relevante: "Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava ... Mas eu era jovem demais para saber amar."
Capítulo IX
• Ponto Central: A partida do Pequeno Príncipe de seu planeta e a inesperada revelação do amor da flor.
• Resumo Narrativo: O Pequeno Príncipe decide partir, aproveitando a migração de pássaros selvagens. Antes de sua partida, ele realiza seus trabalhos familiares com melancolia, limpando seus vulcões e arrancando os últimos brotos de baobá. Ao regar a flor pela última vez e se preparar para colocá-la sob a redoma, ele sente vontade de chorar. A flor, abandonando sua vaidade, finalmente pede perdão, declara seu amor por ele e o aconselha a "Trata de ser feliz". Ela o liberta da necessidade da redoma e mostra seus espinhos, afirmando sua capacidade de se defender. Ela o apressa para ir, pois não queria que ele a visse chorar, revelando seu orgulho até o fim.
• Citação Relevante: "É claro que eu te amo... Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz. . ."
Capítulo X
• Ponto Central: A visita ao planeta do Rei, que simboliza a autoridade vazia e a busca por controle.
• Resumo Narrativo: Em sua jornada, o Pequeno Príncipe visita o asteroide 325, habitado por um rei que imediatamente o proclama súdito. O rei, um "monarca absoluto" que se orgulha de dar "ordens razoáveis", tenta exercer sua autoridade, ordenando que o Príncipe boceje. Ele afirma reinar sobre tudo, inclusive as estrelas. Quando o Príncipe pede para ver um pôr do sol, o rei aceita, mas impõe que esperará pelas "condições favoráveis". Aborrecido pela falta de propósito e pela ausência de súditos para julgar, o Príncipe decide partir, recusando a oferta de ser ministro da justiça. O rei, em um último esforço para manter sua autoridade, o nomeia embaixador.
• Citação Relevante: "É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar... A autoridade repousa sobre a razão."
Capítulo XI
• Ponto Central: A visita ao planeta do Vaidoso, que vive apenas para a admiração alheia, mesmo que inexistente.
• Resumo Narrativo: O segundo planeta que o Pequeno Príncipe visita é habitado por um vaidoso que, ao vê-lo, exulta com a chegada de um "admirador". O vaidoso explica que seu chapéu serve para agradecer quando é aclamado, e instrui o Príncipe a bater palmas para que ele possa erguer o chapéu. O Príncipe se diverte por um tempo, mas logo se cansa da "monotonia do brinquedo". Ele tenta entender o significado de "admirar" e questiona o interesse do vaidoso em ser o mais belo, rico e inteligente, mesmo estando sozinho em seu planeta. O Príncipe parte, concluindo que "As pessoas grandes são decididamente muito bizarras".
• Citação Relevante: "Admirar significa reconhecer que eu sou o homem mais belo, mais rico, mais inteligente e mais bem vestido de todo o planeta."
Capítulo XII
• Ponto Central: A visita ao planeta do Bêbado, que se encontra em um ciclo vicioso de vergonha e esquecimento.
• Resumo Narrativo: O Pequeno Príncipe encontra um bêbado em seu planeta, cercado por garrafas vazias e cheias. Ao perguntar o que ele faz, o bêbado responde que bebe "Para esquecer". O Príncipe, com pena, pergunta o que ele quer esquecer, e o bêbado, baixando a cabeça, confessa: "Esquecer que eu tenho vergonha... Vergonha de beber!". O Príncipe parte perplexo com a ironia e a inutilidade desse ciclo vicioso.
• Citação Relevante: "Vergonha de beber!"
Capítulo XIII
• Ponto Central: A visita ao planeta do Homem de Negócios, que representa a obsessão pela posse e acumulação sem propósito.
• Resumo Narrativo: O Pequeno Príncipe encontra um homem de negócios tão ocupado em contar suas posses que mal levanta a cabeça. O homem se gaba de possuir "quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e dois mil, setecentos e trinta e um" de estrelas. Ele as possui para ser rico, e ser rico serve para comprar mais estrelas. O Príncipe questiona a utilidade dessa posse, comparando-a à sua própria posse de uma flor e vulcões, que ele cuida. Ele observa que o homem de negócios "não és útil às estrelas", ao contrário dele, que é útil à sua flor e seus vulcões. O homem de negócios não tem resposta, e o Príncipe parte.
• Citação Relevante: "Eu as possuo... Serve-me para ser rico. E para que te serve ser rico? Para comprar outras estrelas, se alguém achar."
Capítulo XIV
• Ponto Central: A visita ao planeta do Acendedor de Lampiões, que cumpre sua tarefa absurdamente, mas com um certo altruísmo.
• Resumo Narrativo: O Pequeno Príncipe visita o menor dos planetas, habitado por um acendedor de lampiões. Ele cumpre um regulamento de acender e apagar seu lampião a cada minuto, pois o planeta gira cada vez mais rápido. O Príncipe, inicialmente achando a situação "engraçada", passa a admirar o acendedor por ele se ocupar de algo que não é para si mesmo. Ele tenta oferecer uma solução para o acendedor descansar, sugerindo que ele ande lentamente para ficar sempre ao sol, mas o acendedor prefere dormir. O Príncipe lamenta que seu planeta seja "pequeno demais. Não há lugar para dois...", percebendo que o acendedor era o único que ele poderia ter feito seu amigo.
• Citação Relevante: "Quando acende o lampião, é como se fizesse nascer mais uma estrela, mais uma flor. Quando o apaga, porém, é estrela ou flor que adormecem. É uma ocupação bonita. E é útil, porque é bonita."
Capítulo XV
• Ponto Central: A visita ao planeta do Geógrafo, que valoriza apenas o eterno e desconsidera o efêmero, causando remorso no Príncipe.
• Resumo Narrativo: O sexto planeta é habitado por um geógrafo que escreve livros, mas não é um explorador. Ele recebe exploradores e anota suas descobertas, focando apenas em coisas "eternas" como mares e montanhas. Ele se recusa a anotar as flores do planeta do Príncipe, pois as considera "efêmeras", ou seja, "ameaçada de próxima desaparição". Essa revelação choca o Pequeno Príncipe, que sente um primeiro movimento de remorso por ter deixado sua flor "tão frágil" e "ameaçada" sozinha em seu planeta. O geógrafo o aconselha a visitar o planeta Terra, que "Goza de grande reputação".
• Citação Relevante: "Porque as flores são efêmeras... Quer dizer 'ameaçada de próxima desaparição'."
Capítulo XVI
• Ponto Central: Uma descrição das dimensões e da população da Terra, com foco nos acendedores de lampiões.
• Resumo Narrativo: O narrador descreve a Terra como um planeta grandioso, habitado por aproximadamente "dois bilhões de pessoas grandes", incluindo reis, geógrafos, negociantes, bêbados e vaidosos. Ele ilustra as vastas dimensões da Terra, explicando que, antes da eletricidade, um "exército de quatrocentos e sessenta e dois mil quinhentos e onze acendedores de lampiões" mantinha o mundo iluminado. Os movimentos desse exército são descritos como um "balé de ópera", com acendedores acendendo e apagando lampiões em uma sequência global, exceto os dos polos, que tinham uma vida mais calma.
• Citação Relevante: "A Terra não é um planeta qualquer! Contam-se lá cento e onze reis... cerca de dois bilhões de pessoas grandes."
Transição Narrativa (entre Capítulo XVII e XXII)
• Ponto Central: A chegada do Pequeno Príncipe à Terra, seus encontros com a serpente e as rosas, e a crucial lição da raposa sobre cativar e a responsabilidade.
• Resumo Narrativo: O Pequeno Príncipe, ao chegar na Terra, primeiramente fica surpreso por não encontrar ninguém e se depara com uma serpente no deserto. A serpente fala de seu poder de levá-lo de volta à "terra de onde veio", mas o Príncipe a vê como fraca. Ele encontra uma flor de três pétalas e, depois, em uma montanha alta, apenas o eco de sua própria voz, notando a falta de imaginação dos homens. O momento mais impactante ocorre ao descobrir um jardim cheio de rosas, todas "iguais a sua flor". Isso o faz sentir "extremamente infeliz", pois sua flor havia lhe dito que era única no universo. Deitado na relva, ele chora, sentindo-se menos importante. Então, aparece a raposa, que lhe ensina o que significa "cativar": "criar laços". Ela explica que, ao cativar, dois seres se tornam únicos um para o outro, e que "a gente só conhece bem as coisas que cativou". A raposa também enfatiza a importância dos ritos para tornar os dias especiais. Ao se despedir, a raposa revela seu segredo: "só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos". Ela reforça que "Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante" e que "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".
• Citação Relevante: "É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. ... Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa..."
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Capítulo XXII
• Ponto Central: A crítica à agitação e à busca incessante e sem propósito dos adultos.
• Resumo Narrativo: O Pequeno Príncipe encontra um guarda-chaves que organiza o fluxo de passageiros em trens, despachando-os para diferentes direções. Ele observa a grande pressa dos viajantes e questiona o que eles procuram. O guarda-chaves revela que "Nem o homem da locomotiva sabe", e que "Nunca estamos contentes onde estamos". O Príncipe conclui que "Só as crianças sabem o que procuram", pois elas dão importância a coisas simples, como uma boneca de pano, e choram quando lhes é tirada, demonstrando que são felizes com o que cativam.
• Citação Relevante: "Só as crianças sabem o que procuram... Elas são felizes..."
Capítulo XXIII
• Ponto Central: A reflexão sobre a economia de tempo dos adultos e a importância do próprio percurso.
• Resumo Narrativo: O Príncipe encontra um vendedor de pílulas "aperfeiçoadas" que aplacam a sede, economizando "cinqüenta e três minutos por semana". Ao perguntar o que se faz com esse tempo economizado, o vendedor responde: "O que a gente quiser...". O Príncipe, em sua sabedoria, pensa que, se tivesse esse tempo extra, preferiria "ir caminhando passo a passo, mãos no bolso, na direção de uma fonte", valorizando a jornada em si e não apenas o destino ou a eficiência vazia.
• Citação Relevante: "Eu, pensou o principezinho, se tivesse cinqüenta e três minutos para gastar, iria caminhando passo a passo, mãos no bolso, na direção de uma fonte. . .”
Capítulo XXIV
• Ponto Central: A busca por água no deserto e a descoberta da beleza invisível que o deserto esconde.
• Resumo Narrativo: No oitavo dia da pane do aviador, sua provisão de água está no fim, e ele se desespera. O Pequeno Príncipe, notando sua sede, pede para procurarem um poço. Caminhando em silêncio sob as estrelas, o narrador, febril, ouve o Príncipe dizer que "A água pode ser boa para o coração". O Príncipe então revela a beleza oculta do deserto: "O que torna belo o deserto... é que ele esconde um poço nalgum lugar". Essa percepção faz o narrador lembrar-se de um tesouro escondido em sua antiga casa. Ao carregar o Pequeno Príncipe adormecido, o narrador reflete que "o que eu vejo não é mais que uma casca. O mais importante é invisível", e que a fidelidade do Príncipe à sua flor brilha nele.
• Citação Relevante: "O que torna belo o deserto... é que ele esconde um poço nalgum lugar."
Capítulo XXV
• Ponto Central: O encontro do poço, a pureza da água, a reafirmação da responsabilidade do Príncipe e a premonição de sua partida.
• Resumo Narrativo: Eles finalmente chegam a um poço que, diferente dos buracos do Saara, parece um poço de aldeia. A água que tiram é doce, pura e "boa para o coração, como um presente", nascida da caminhada e do esforço. O Pequeno Príncipe reitera que os homens "cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim ... e não encontram o que procuram", pois "Os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração ...". Ele lembra o narrador de sua promessa de desenhar uma mordaça para o carneiro, pois é "responsável pela flor!". O Príncipe então revela que está perto do local onde caiu na Terra há um ano, indicando que "Amanhã será o aniversário...". Essa confissão e a vermelhidão do rosto do Príncipe fazem o narrador temer sua iminente partida.
• Citação Relevante: "Os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração ..."
Capítulo XXVI
• Ponto Central: O reencontro fatal com a serpente e a emocionante despedida do Pequeno Príncipe.
• Resumo Narrativo: No dia seguinte, o narrador encontra o Pequeno Príncipe conversando com a serpente ao lado de um velho muro de pedra. Ele ouve o Príncipe perguntar sobre a potência do veneno, indicando um plano de retorno. O narrador tenta impedir o que está por vir, mas a serpente morde a perna do Príncipe, que cai sem um grito. O Príncipe, em seus braços, explica que está "voltando para casa", um retorno que será "bem mais longe ... bem mais difícil". Ele consola o narrador, prometendo que, ao olhar para o céu, "será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem rir!". Ele pede ao narrador para não testemunhar sua "morte" física, que ele descreve como a "velha casca abandonada". Reafirmando sua responsabilidade pela flor frágil, o Príncipe dá um último passo e tomba na areia, suavemente, após a picada da serpente.
• Citação Relevante: "Quando olhares o céu de noite, porque habitarei uma delas, porque numa delas estarei rindo, então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem rir!"
Capítulo XXVII
• Ponto Central: O luto do narrador, sua consolação pelas estrelas e a incerteza final sobre o destino da flor.
• Resumo Narrativo: Seis anos se passaram desde a partida do Pequeno Príncipe. O narrador, embora triste, se consola um pouco, acreditando que seu amigo retornou ao seu planeta, pois seu corpo não foi encontrado. À noite, ele escuta as estrelas, que agora para ele são "Quinhentos milhões de guizos". No entanto, uma dúvida o perturba: ele esqueceu de desenhar a correia na mordaça do carneiro do Príncipe. Essa falha o faz questionar se o carneiro comeu ou não a flor, o que, para ele, "todo o universo muda de sentido". Ele alterna entre a felicidade de imaginar a flor protegida e a tristeza de pensar no pior. Ele conclui que "nenhuma pessoa grande jamais compreenderá que isso tenha tanta importância!". O narrador finaliza pedindo aos leitores que, se um dia encontrarem o Pequeno Príncipe, que lhes escrevam para que ele saiba que seu amigo voltou.
• Citação Relevante: "E nenhuma pessoa grande jamais compreenderá que isso tenha tanta importância!"
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